por Oscar Frank Júnior, Economista
A geopolítica voltou a ser um tema fundamental em julho. Nesse sentido, o Memorando de Entendimento entre Estados Unidos e Irã no dia 17 de junho não se mostrou um instrumento efetivo visando à paz duradoura. Devido à retomada dos ataques, o barril de petróleo encerrou o período cotado a US$ 87,90 – salto de 23,5% no mês, configurando o recorde desde março, no princípio do conflito.
No que se refere aos Estados Unidos, o FOMC (órgão responsável pela política monetária) manteve a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Dos 12 diretores votantes, 3 defenderam +0,25 ponto percentual, lembrando que tamanho dissenso não é comum. O comunicado não apresentou mudanças em
relação ao de junho, mas a coletiva de imprensa de Kevin Warsh, presidente do Fed, trouxe implicações. Por um lado, o chairman afirmou que não existe uma meta flexível para a inflação, de modo que o intuito é promover a convergência para 2,0%. Por outro, citou que aumentos de juros “podem integrar a solução”.
Além disso, reiterou o benefício de não fornecer sinalizações a respeito dos próximos passos (forward guidance). Na sua visão, isso impõe que os agentes acompanhem os indicadores e monitorem os riscos sem o posicionamento da instituição.
Consequentemente, os rendimentos dos títulos da dívida americana reagiram, com fechamento nos papéis de 2 anos e abertura nos de 30 anos. O movimento está associado à interpretação de condescendência quanto ao compromisso de preservar o poder de compra do dólar, tolerando juros menores no curto prazo. Em razão do processo de contaminação da formação das expectativas de preços, o custo exigido para atingir o objetivo de 2,0% é maior, obrigando a política monetária a ser bem mais restritiva depois. Do ponto de vista prospectivo, o mercado confere probabilidade majoritária a pelo menos uma elevação dos juros até o fim de 2026, a despeito da incerteza expressiva...
De 24 a 28 de Agosto de 2026
(*) Campo de preenchimento obrigatório
Leilão B3
Agosto 2026
O Consórcio Zad Feira de Santana, representado pela RJI Investimentos, venceu hoje, terça-feira (04/08/2026), o leilão na B3, em São Paulo (SP), para a concessão dos serviços de estacionamento rotativo público (Zona Azul) no município de Feira de Santana (BA). O Consórcio formado pelas empresas Primeira Estacionamentos Ltda, Eysa Estacionamentos e Serviços Unipessoal Ltda e MOB Parking Ltda., apresentaram uma outorga variável de 36,19% sobre o valor bruto mensal da arrecadação total das vagas. O contrato terá duração de 20 anos, com previsão de investimentos da ordem de R$ 134,7 milhões destinados à implantação, operação, gerenciamento e manutenção do sistema.
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