por Oscar Frank Júnior, Economista
Setembro ficou marcado pelo acirramento das tensões geopolíticas. O Irã adotou uma postura notadamente hostil, atacando embarcações que cruzavam o Estreito de Ormuz e rotas alternativas de escoamento, como o East-West Pipeline, que atravessa a Arábia Saudita. Além disso, as ações dos rebeldes Houthis do Iêmen diminuíram os fluxos de petróleo em rotas importantes, como o Estreito de Bab El-Mandeb e o Mar Vermelho. É bem verdade que houve alguma recuperação na segunda quinzena do mês, incapaz, todavia, de impedir que o barril do tipo Brent voltasse a ultrapassar a barreira dos US$ 100. Os investidores também acompanham com atenção o diesel, que sofre com a escassez por causa dos danos às operações de refino no Oriente Médio e na Rússia, e dos desdobramentos das sanções a Moscou provocadas pela invasão da Ucrânia.
Especificamente a respeito dos Estados Unidos, o FOMC elevou, de forma unânime, a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano. Trata-se da primeira alta desde julho de 2023. Em sua tradicional coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, justificou o movimento com base no mandato dual da instituição: o mercado de trabalho permaneceu equilibrado, porém a perda do poder de compra do dólar não cedeu. Ademais, diversos integrantes do colegiado não percebiam os juros como restritivos, ou seja, suficientes para frear o produto, e, consequentemente, os preços. Os dirigentes atualizaram os prognósticos de variáveis relevantes. De uma maneira geral, o PIB americano excederá consistentemente o patamar de +2,0% até 2029, enquanto a inflação não convergirá para a meta de 2,0% até lá. Esse panorama, naturalmente, exige juros maiores ao longo do tempo: os dirigentes anteveem um incremento ainda em 2026 e a mesma taxa resultante no encerramento de 2027. Diante dos fatores expostos, acredito que ocorrerão pelo menos mais dois acréscimos no curto prazo, até porque o ciclo de aperto mais enxuto de toda a história contou com quatro majorações. Outro desafio envolve o retorno dos títulos da dívida de 10 e 30 anos, que atingiram as respectivas máximas desde 2002, refletindo as instabilidades geopolíticas, as preocupações fiscais e a vasta necessidade de recursos para fomentar o boom de Inteligência Artificial...
De 12 a 16 de Outubro de 2026
(*) Campo de preenchimento obrigatório
Leilão B3
Agosto 2026
O Consórcio Zad Feira de Santana, representado pela RJI Investimentos, venceu hoje, terça-feira (04/08/2026), o leilão na B3, em São Paulo (SP), para a concessão dos serviços de estacionamento rotativo público (Zona Azul) no município de Feira de Santana (BA). O Consórcio formado pelas empresas Primeira Estacionamentos Ltda, Eysa Estacionamentos e Serviços Unipessoal Ltda e MOB Parking Ltda., apresentaram uma outorga variável de 36,19% sobre o valor bruto mensal da arrecadação total das vagas. O contrato terá duração de 20 anos, com previsão de investimentos da ordem de R$ 134,7 milhões destinados à implantação, operação, gerenciamento e manutenção do sistema.
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