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Carta Mensal - Março/26

Ecos da Guerra 

por Oscar Frank Júnior, Economista

O conflito no Oriente Médio dominou a atenção dos investidores em março. Apesar das sinalizações de Donald Trump que sugeriam o encaminhamento da guerra, a falta de um acordo concreto com o Irã acarretou volatilidade às negociações. O barril de petróleo do tipo Brent, por causa do fechamento quase
total do Estreito de Ormuz, registrou ganho mensal recorde (cerca de 64%) desde 1988.

Nos Estados Unidos, o FOMC manteve a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, em linha com as apostas. Apenas Stephen Miran discordou, votando pela diminuição de 0,25 ponto percentual. Na tradicional coletiva de imprensa, Jerome Powell, mandatário do FED, afirmou que a construção de
estimativas tornou-se mais difícil, mas que o embate acelerará a inflação no curto prazo, além de originar riscos de desaquecimento para o mercado de trabalho. Particularmente, entendo que o tom do encontro apresentou caráter duro (hawkish) por conta de dois motivos: (1) o aumento do balizador do custo do crédito surgiu como alternativa nos debates dos diretores; e (2) tivemos acréscimo significativo da quantidade de dirigentes que acreditam que a decisão ótima envolve sustentar o referencial inalterado até o fim de 2026, embora o consenso seja de um corte de 0,25 ponto percentual.

O BCE na Zona do Euro também realizou sua reunião de política monetária, de modo que a taxa básica de juros permaneceu em 2,0% ao ano. No comunicado, a instituição julgou que o posicionamento é adequado para lidar com a atual situação, avaliando que o contexto ocasiona riscos de alta para os preços e, simultaneamente, de baixa para o nível de atividade. A intensidade e a duração do choque energético são as condicionantes fundamentais para determinar os próximos passos...

*Oscar Frank Junior é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, possui o Curso de Tópicos Avançados em Economia, Mestrado acadêmico em Economia Aplicada, com ênfase em econometria, pela UFRGS. Foi escolhido "Economista do Ano" em 2021 pelo Corecon-RS. A sua empresa "FJ Assessoria e Consultoria Econômica" fornece assessoramento econômico para a RJI INVESTIMENTOS.

Resumo Semanal

De 13 a 17 de Abril de 2026

DESTAQUES DA SEMANA | DESTAQUE NACIONAL E INTERNACIONAL
RECOMENDAÇÃO DE LEITURA DA SEMANA | AÇÕES EM DESTAQUE NA SEMANA

 

  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reafirmou na quarta-feira seu apoio a uma reformulação há muito adiada dos recursos de cotas do Fundo Monetário Internacional e pediu ao Banco Mundial que aja rapidamente para apoiar projetos de desenvolvimento de minerais críticos, visando diversificar o fornecimento e reduzir a dependência da China.

  • Europa e China precisam estreitar laços para combater as ameaças ao multilateralismo, disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, nesta terça-feira, depois de se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, que declarou que a ordem internacional está desmoronando. Durante a reunião com Sánchez, Xi disse que a ordem internacional estava desmoronando e que laços mais profundos são do interesse da China e da Espanha, de acordo com comentários fornecidos à mídia.

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    Leilão B3

    Participações RJI 

    A empresa Navegação VJB LTDA, representada pela RJI é a vencedora do leilão de TRANSPORTE AQUAVIÁRIO POR BALSAS (LAGO DE FURNAS) MG

    Março 2026

    A empresa Navegação VJB LTDA, representada pela RJI Investimentos, foi a vencedora do leilão para o Transporte Aquaviário – Balsas do Lago de Furnas (MG), realizado nesta segunda-feira, 30 de março, na sede da B3, em São Paulo. Com um investimento previsto de R$ 280 milhões, a concessão de 30 anos visa modernizar a operação e a manutenção do sistema de transporte de veículos e passageiros no lago da Usina Hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais.